27/04/2010 - 08h52
Vetadas pela USP, corridas de rua "migram" para o Jóquei e o sambódromo
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FÁBIO TAKAHASHIda Reportagem Local
Após a USP restringir o uso da Cidade Universitária para corridas de rua, ao menos três provas já encontraram novos locais: duas serão no sambódromo e uma no Jóquei.
USP limita provas de corrida dentro do campus São Paulo
A primeira delas, a Fila Night Run, em 8 de maio, utilizará o sambódromo e as vias Olavo Fontoura e Santos Dummont. A corrida terá o mesmo formato em 27 de novembro (ambas noturnas).
Divulgação
Corredores se preparam para corrida na Cidade Universitária, no ano passado
A outra é a Mizuno 10 Milhas, em 25 de julho, que usará o Jóquei e o entorno. A estimativa de corredores em cada uma está entre 8.000 e 10 mil.
Os organizadores afirmam que já negociaram com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) medidas para diminuir o impacto dos eventos no trânsito. A companhia não retornou à reportagem.
Parte das provas saiu neste ano da Cidade Universitária depois que a USP decidiu restringir em nove o número de corridas em seu campus (foram 25 no ano anterior).
A instituição entende que os eventos causavam transtornos, ainda que aos finais de semana, como acúmulo de lixo e fluxo de pessoas, que atrapalham suas atividades (laboratórios e museus).
"É uma pena, porque temos cada vez menos opções", diz o presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de SP, Nelson Evêncio. "Se os percursos começam a se repetir, o pessoal se desestimula."
Tanto o sambódromo quanto o Jóquei já foram usados para provas, ainda que os trajetos no entorno sejam diferentes. No primeiro caso a novidade é fazer corrida noturna.
"A prefeitura quer testar a opção, para que ela seja mais utilizada", afirmou Tomas Dreyfuss, diretor da Vetor, promotora das provas.
A vantagem do sambódromo, diz, é a possibilidade de as pessoas usarem o metrô e os estacionamentos da região.
As desvantagens são o ineditismo da prova, "que pode trazer algum imprevisto", e a falta de um visual agradável. "No jóquei, o trajeto é bonito, com muitas árvores. No sambódromo, usaremos a estrutura dali para colocar escola de samba e DJs", disse.
A mudança das provas para outros pontos é positivo para a capital, diz Cristina Guarnieri, da coordenadoria do campus da USP. "A cidade se envolve mais. E não pode haver sobrecarga numa instituição que não é voltada para isso."
Ainda não foram implementadas as demais restrições anunciadas para o campus (carteirinhas para ciclistas, cobrança de equipes de corridas e limitação da área autorizada para prática de esportes).
Vetadas pela USP, corridas de rua "migram" para o Jóquei e o sambódromo
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FÁBIO TAKAHASHIda Reportagem Local
Após a USP restringir o uso da Cidade Universitária para corridas de rua, ao menos três provas já encontraram novos locais: duas serão no sambódromo e uma no Jóquei.
USP limita provas de corrida dentro do campus São Paulo
A primeira delas, a Fila Night Run, em 8 de maio, utilizará o sambódromo e as vias Olavo Fontoura e Santos Dummont. A corrida terá o mesmo formato em 27 de novembro (ambas noturnas).
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Corredores se preparam para corrida na Cidade Universitária, no ano passado
A outra é a Mizuno 10 Milhas, em 25 de julho, que usará o Jóquei e o entorno. A estimativa de corredores em cada uma está entre 8.000 e 10 mil.
Os organizadores afirmam que já negociaram com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) medidas para diminuir o impacto dos eventos no trânsito. A companhia não retornou à reportagem.
Parte das provas saiu neste ano da Cidade Universitária depois que a USP decidiu restringir em nove o número de corridas em seu campus (foram 25 no ano anterior).
A instituição entende que os eventos causavam transtornos, ainda que aos finais de semana, como acúmulo de lixo e fluxo de pessoas, que atrapalham suas atividades (laboratórios e museus).
"É uma pena, porque temos cada vez menos opções", diz o presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de SP, Nelson Evêncio. "Se os percursos começam a se repetir, o pessoal se desestimula."
Tanto o sambódromo quanto o Jóquei já foram usados para provas, ainda que os trajetos no entorno sejam diferentes. No primeiro caso a novidade é fazer corrida noturna.
"A prefeitura quer testar a opção, para que ela seja mais utilizada", afirmou Tomas Dreyfuss, diretor da Vetor, promotora das provas.
A vantagem do sambódromo, diz, é a possibilidade de as pessoas usarem o metrô e os estacionamentos da região.
As desvantagens são o ineditismo da prova, "que pode trazer algum imprevisto", e a falta de um visual agradável. "No jóquei, o trajeto é bonito, com muitas árvores. No sambódromo, usaremos a estrutura dali para colocar escola de samba e DJs", disse.
A mudança das provas para outros pontos é positivo para a capital, diz Cristina Guarnieri, da coordenadoria do campus da USP. "A cidade se envolve mais. E não pode haver sobrecarga numa instituição que não é voltada para isso."
Ainda não foram implementadas as demais restrições anunciadas para o campus (carteirinhas para ciclistas, cobrança de equipes de corridas e limitação da área autorizada para prática de esportes).
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